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PEIM, o tratamento injetável para microvasos e vasinhos

PEIM, o tratamento injetável para microvasos e vasinhos

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10 de julho de 2026

Os microvasos, os “vasinhos” que aparecem nas pernas e, com menos frequência, no rosto, atingem uma fatia grande da população brasileira. Segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, mais de 45% das mulheres brasileiras convivem com varizes ou vasinhos em algum momento da vida.

Apesar de comuns, os microvasos não desaparecem sozinhos, e cremes ou produtos de uso tópico não têm ação sobre um vaso já dilatado sob a pele. O PEIM, sigla para Procedimento Estético Injetável para Microvasos, é a técnica indicada especificamente para tratar esse tipo de vaso, e costuma ser um dos procedimentos mais procurados quando o incômodo já passou da fase estética e virou uma questão de autoestima no dia a dia.

O que são os microvasos e por que eles aparecem

Os microvasos, tecnicamente chamados de telangiectasias, são pequenos vasos sanguíneos dilatados que ficam visíveis logo abaixo da pele, geralmente em tons avermelhados, arroxeados ou azulados. Eles são diferentes das varizes, que costumam ser mais grossas, salientes e associadas a sintomas como peso e cansaço nas pernas, mas nascem de um mecanismo parecido.

As causas ainda não são completamente definidas, mas alguns fatores aparecem com frequência entre quem desenvolve microvasos:

• Predisposição genética e histórico familiar
• Alterações hormonais, como o uso de anticoncepcionais e a gravidez
• Sedentarismo e longos períodos em pé ou sentado
• Sobrepeso e obesidade

SBACV alerta que os microvasos também podem ser um sinal inicial de insuficiência venosa, condição em que o sangue tem dificuldade de retornar das pernas até o coração. Por isso, mesmo quando a queixa é puramente estética, uma avaliação vascular antes do tratamento ajuda a descartar uma causa que peça um cuidado além do procedimento estético.

Como funciona o PEIM

O PEIM consiste na aplicação de uma pequena quantidade de substância esclerosante diretamente dentro do microvaso, com uma agulha fina. A substância irrita a parede interna do vaso, provocando uma contração que faz com que ele se feche. Com o vaso fechado, o sangue deixa de circular por ali, e o organismo absorve gradualmente o que restou dele ao longo das semanas seguintes.

O procedimento é minimamente invasivo e costuma ser feito em consultório, sem necessidade de anestesia geral ou afastamento das atividades do dia a dia. Os primeiros resultados aparecem já na primeira sessão, mas o clareamento completo é progressivo, e o número de sessões necessárias varia conforme a quantidade e o calibre dos vasos tratados.

Vale reforçar que o PEIM trata os vasos que já estão visíveis. Ele não altera a predisposição genética ou hormonal que levou ao aparecimento deles, então o surgimento de novos microvasos ao longo dos anos, mesmo depois de um tratamento bem-sucedido, é uma possibilidade real, e não sinal de que o procedimento falhou.

PEIM e outras formas de tratar microvasos

Além do PEIM, a escleroterapia tradicional (aplicação de soluções à base de glicose ou de agentes detergentes, também injetável) e o tratamento a laser são as abordagens mais usadas para microvasos no Brasil. A escolha entre elas depende do calibre do vaso, da região tratada e da resposta de cada pele.

Vasos mais finos e superficiais, como os que aparecem no rosto, costumam responder bem ao laser, que age sem a necessidade de agulha. Já vasos um pouco mais calibrosos, mais comuns nas pernas, tendem a responder melhor a um agente injetável, como o usado no PEIM, porque a substância entra em contato direto com a parede interna do vaso.

Em muitos protocolos, as duas abordagens são combinadas ao longo do tratamento, usando cada técnica onde ela tem mais eficácia, em vez de tratar toda a extensão dos vasos com um único método.

Quem pode fazer PEIM e quando ele é contraindicado

Como qualquer procedimento invasivo, o PEIM exige avaliação prévia. A SBACV reforça publicamente a importância da qualificação profissional para esse tipo de aplicação, já que a escolha da substância, da concentração e da técnica correta depende do quadro de cada paciente.

O procedimento costuma ser contraindicado para:

• Gestantes e lactantes
• Pacientes com neoplasias ou em tratamento oncológico
• Quadros de infecção ativa na região a ser tratada
• Diabetes descompensada
• Problemas circulatórios não avaliados previamente

Por isso, antes de agendar uma sessão de PEIM, a anamnese detalhada e, quando necessário, um exame vascular fazem parte do próprio protocolo de segurança do procedimento, não uma etapa burocrática à parte.

O que esperar depois da sessão de PEIM

É comum que a região tratada apresente pequenas manchas arroxeadas ou um leve inchaço nos primeiros dias, o que costuma se resolver sozinho conforme o corpo absorve o vaso fechado. A orientação sobre exposição ao sol, atividade física e uso de meias de compressão varia de paciente para paciente, e deve seguir sempre a recomendação específica passada na sessão, não uma regra genérica de internet.

O resultado final costuma ficar mais evidente algumas semanas depois da aplicação, à medida que o vaso tratado vai clareando. Em quadros mais extensos, o protocolo é dividido em mais de uma sessão, respeitando um intervalo entre elas para o corpo processar cada etapa antes da próxima aplicação.

Avaliar antes de tratar é parte do cuidado com os microvasos

Vasinhos nas pernas ou no rosto raramente são uma urgência, mas também não são só um detalhe estético para ser ignorado. Entender se eles são só uma questão de predisposição genética ou um sinal inicial de algo que pede acompanhamento vascular é o que direciona um tratamento seguro e com expectativa realista de resultado.

A Manacá 360 avalia cada caso de microvasos de forma individual antes de indicar o PEIM, considerando o histórico do paciente, o calibre dos vasos e a presença de outros fatores de risco, para que o protocolo definido faça sentido para aquele quadro específico, não para um padrão genérico de tratamento.